O setor imobiliário oferece ótimas opções de investimento para quem pode esperar por um retorno de médio e longo prazo. É o caso do fundo imobiliário, que é indicado aos investidores que desejam aplicar recursos em um negócio seguro, com boa rentabilidade e sem correr riscos de prejuízo.
Os fundos imobiliários são formados por grupos de investidores com o objetivo de aplicar recursos, coletivamente, em todo o tipo de negócios de base imobiliária, seja no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou em imóveis prontos. Com isso, o aplicador tem condições de se tornar sócio de um shopping center ou ter participação nos lucros de um grande empreendimento imobiliário.
Nesse sentido, o patrimônio (empreendimento imobiliário) transforma-se em uma carteira de ações negociadas por um grupo de investidores. Com isso, é possível comprar 30% de um escritório ou metade de uma loja no shopping. Geralmente, a cota de um fundo imobiliário custa em torno de R$ 1 mil.
Esta modalidade de investimento é semelhante aos fundos de ações negociados na Bolsa de Valores, como renda fixa, poupança, dólar, euro e outros, que são autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Atualmente já estão em funcionamento mais de 90 fundos imobiliários no Brasil, com patrimônio total em torno de 6 bilhões de reais.
E quais são as vantagens? Em primeiro lugar, o fundo permite ao investidor aplicar recursos no setor imobiliário - que vem registrando altos índices de crescimento -, sem precisar comprar um imóvel. Portanto, é o melhor caminho para escapar da burocracia, uma vez que o investidor não precisa se preocupar com escritura, documentação, IPTU e toda a papelada exigida para a compra de um empreendimento.
Além disso, o fundo é isento do Imposto de Renda. Mas, para isso, o investidor precisa ser pessoa física, comprar as cotas na Bolsa de Valores e participar de um fundo que tenha pelo menos 50 cotistas e nenhum dos cotistas pode ter mais do que 10% das cotas.
Antes de colocar a mão no bolso, lembre-se que o fundo imobiliário é fechado, portanto, não há resgate de cotas. Com isso, o investidor deve esperar pelo vencimento do contrato ou vender a cota no mercado secundário (para bancos e investidores).