quarta-feira, 8 de junho de 2011

Corretagem on line: unir compradores e vendedores


O negócio da corretagem é um dos negócios na Internet com custos mais baixos que se pode encontrar. E pode ser razoavelmente lucrativo se for bem feito. O principal a reter num negócio de corretagem, e que é válido para qualquer outro negócio, é que precisa conhecê-lo muito bem.

Num negócio de corretagem on-line, unem-se vendedores e compradores através da Internet. Por exemplo, se conceber um website que permita que vendedores, de um lado, coloquem os seus imóveis à venda e que compradores, de outro lado, pesquisem esses imóveis, está a criar um negócio de corretagem on-line.

Tal como acontece no mundo real, as possibilidades de corretagem através da Internet são inúmeras. As principais condições para que este modelo de negócio funcione bem prendem-se com a liquidez e uniformização do produto ou serviço a ser transacionado assim como com a transparência da informação. Por exemplo, o elance.com é um site que une programadores web com as empresas que contratam o seus serviços. A Guerra Creativa seguiu o mesmo conceito, especializando-se no design, ligando criativos com empresas e profissionais de todo o mundo que procuram páginas web, logotipos, cartões de visita, etc.

Por que haveriam de recorrer a si? Por que não podem interagir diretamente?

Há muitas razões: o comprador e/ou o vendedor podem não conhecer o mercado e precisarem de um perito (o corretor) para conseguir o melhor negócio. Um exemplo disto é o mercado imobiliário. O corretor imobiliário conhece o mercado e é capaz de vender a casa do vendedor ao melhor preço possível. O vendedor pode não ser capaz de o fazer sozinho ou pura e simplesmente não o querer. O corretor pode ser capaz de encontrar negócios que não estão disponíveis no mercado convencional. Um corretor de automóveis antigos pode ser um outro exemplo disto. Com os seus muitos contactos, pode saber que determinado carro está disponível junto de um colecionador e esse carro pode revelar-se muito importante para alguém.

Muitas vezes, o corretor é a ligação do vendedor ao mercado. Um corretor de produtos financeiros, como créditos à habitação, PPR, depósitos a prazo ou fundos de investimento, ou um corretor de importações e exportações são exemplos disto. Quase 70% dos empréstimos nos Estados Unidos são conseguidos através de corretores. A maior parte das entidades que emprestam o dinheiro não consegue aceder aos clientes já que estes preferem a relação pessoal com o seu corretor. Em Portugal, os bancos têm ocupado o papel do corretor, criando uma relação mais pessoal com os seus clientes.

No caso do corretor de importações e exportações, o importador ou exportador precisa da ajuda do corretor no mercado doméstico.

Então o que é preciso para se ser corretor? Tem de se ser perito no negócio em que se está a entrar. Se se quiser ser um corretor de empréstimos on-line, tem de se saber tudo o que há para saber sobre empréstimos. A outra coisa que é importante é que é preciso perceber se se está a acrescentar algum valor.

Se o vendedor e o comprador precisam de si apenas para a transação, será que vai ter um negócio sustentado? O E-bay, por exemplo, limita-se a oferecer um canal de comunicação entre compradores e vendedores. Mas faz mais do que isso, já que assegura uma confiança de que o comprador vai receber aquilo por que pagou e que o vendedor vai receber o dinheiro. Se, por outro lado, for um corretor de empréstimos, vai ter de assegurar o melhor negócio para o cliente e submeter a candidatura dele à entidade que vai emprestar o dinheiro de forma a conseguir a melhor consideração possível.

O maior erro que a maior parte das pessoas comete quando se aventura na corretagem é pensar que a maior arma que tem é a agenda de contactos. Até pode ser assim, mas se a única coisa que faz é fazer com que tudo vá de um lado para o outro sem acrescentar nada, vai ficar rapidamente sem negócio.

Este modelo de negócio é interessante porque ainda não está completamente explorado. A nível dos serviços, por exemplo, verificamos que ainda existem muitas profissões que estão dispersas por muitos profissionais que atuam localmente, sendo por vezes difícil encontrá-los. Além disso, não existe muita coerência no que se refere à relação qualidade/preço dos serviços prestados. Os clientes nem sempre têm uma noção clara dos serviços que estão a comprar e se o preço dos serviços que estão a pagar é realmente justo.

Exemplos? Reparações domésticas, limpezas, traduções, entre outros.

TRANSAÇÕES IMOBILIÁRIAS, consulte um especialista

Muito há por fazer no que diz respeito a trazer moralidade, respeitabilidade, seriedade à nossa categoria. Os Corretores de Imóveis.

Não são raros principalmente nos bairros periféricos de Praia Grande, casos de anúncios para venda de imóveis, sem que este esteja regularizado junto aos órgãos específicos.

O valor cobrado por uma casa de um dormitório, sala, cozinha, banheiro e uma pequena varanda, chega aos R$ 30.000,00. Nada de se estranhar se o imóvel não fosse localizado no Jardim Melvi, ou no Conjunto Habitacional Samambaia e outros bairros, mas, por estarem localizados bem próximos aos morros onde se inicia área de preservação ambiental, sem a mínima estrutura; não existe saneamento básico, etc, sendo que na grande maioria esses imóveis não custaram nada para seus “proprietários”, mas são repassadas a terceiros  numa prática completamente ilegal. Esse comércio de casas não se trata de uma novidade, mas segue em ritmo intenso e, ao passar do tempo, vem ganhado proporções ainda maiores.

A denúncia origina-se de representantes de entidades de luta por moradia desses bairros. Bairros existem em que 40% do total de construções foram comercializadas por pessoas “carentes” que, na maioria das vezes, amargaram anos na fila dos órgãos públicos de habitação à espera por uma moradia.
Em Praia Grande, centro do balneário Caiçara, o negócio está tão organizado que até conta com “corretores especializados” no ramo de imóveis clandestinos. Os contraventores agem de forma discreta e estão conseguindo ganhar campo. Conversamos um Deputado Federal e um Vereador aqui do bairro (conversaram com o grupo sob a condição de não serem identificados), mas, nos deu o endereço de um intermediador, o senhor Jesus de Deus, que por sua vez evitou prestar as devidas informações sobre os imóveis. Todavia, indiretamente confessou ter casas disponíveis para venda em alguns desses bairros; perguntamos se tinha algum imóvel no valor de R$ 10.000,00, perguntou: “Voce me dá a minha comissão?”... O comércio é feito na “surdina” para que as autoridades não desconfiem do crime. Entretanto, até recibos de compra e venda são emitidos aos compradores.
A expansão  desordenada dos povoamentos somada  a cupidez dos pseudos “Corretores de Imóveis”  em tornar  aquela extensa área  improdutiva em  fração ideal denominada  de condomínio,   aliada a falta de fiscalização dos entes públicos  são   as somas ideais  para o  favorecimento de condomínio  e loteamento  irregulares,  carente de  condições mínimas  de infraestrutura, principalmente  quanto ao  sistema de abastecimento de  água, coleta de esgoto, águas pluviais, calçamento, iluminação, área  de doação, área verde, licença de instalação, contrariando o plano diretor do Município, e, tantas outras  exigências legais, transformou essas área de nosso Município  em um problema  crônico.

A Lei 6.766/79, que dispõe  sobre o parcelamento do  solo urbano,  ataca  os loteadores clandestinos,  onde proíbe  a venda, promessa de venda, de parcela de loteamento ou desmembramento  não registrado.

Verificando o comprador,  que o loteamento  ou desmembramento não se acha registrado ou regularmente  executado, permite  a lei  que o adquirente do  Lote   suspenda  o pagamento das prestações restantes até  que  o loteador  supra  a  falta, quer seja   documental  junto ao Cartório quer  seja  na execução de obra.
Assim, protege   a  Lei   a parte  mais   fraca  da  relação, o adquirente, mas,  infelizmente, isso é prática muito  comum   no Brasil,  e, não muito diferente  em nosso Município.

Não é   raro em nosso Município, parcelamento irregular  do  solo por fração ideal,  recentemente o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em uma tentativa de coibir  tal  prática determinou  aos Oficiais de Registro de Imóveis através do Aviso CGJ n° 477, que estes fiscalizem o uso da escritura de compra e venda de fração ideal, com  formação de condomínio civil, como viabilização  da criação de loteamentos irregulares ou clandestinos  e  de burla  a lei do parcelamento do solo.

Com  o  aviso, os Cartórios  deixaram de  efetuar  escritura por  fração ideal de condomínio ou loteamento  irregular,  o que  de certa forma  coibiu a  fraude ao parcelamento do  solo, e a degradação ambiental,  e  ainda fez  com   que  os  adquirentes  dessas frações  ficassem  desesperados, como compradores de boa-fé, interessados em adquirir uma  área e construir  sua morada estavam  comprando  algo  ilegal, e na verdade  estavam  levando  gato por  lebre. Mas não  há  necessidade  de pânico, pois, há solução para  regularização. Contudo,   fica o  alerta  para   aquisição  do sonho  da  casa própria, não se tornar o pesadelo da casa própria. Consulte sempre um especialista, para  evitar problemas  futuros.
 
O bom profissional é aquele que se preocupa em manter-se atualizado com as novidades do mercado e da profissão, que tenha sólida formação geral e específica, e que desenvolva sua atividade com rigoroso cumprimento dos preceitos éticos que a norteiam. O Corretor de Imóveis, além de ser um agente de negócios, é também o realizador do maior sonho de cada brasileiro, o da casa própria. É uma grande responsabilidade social e precisamos estar preparados para ela.